Destaques

Nova sede administrativa
Secretaria Escolar e Tesouraria atendem em novo endereço +

Oficina de Linguagem - 9º Ano
Confira aqui como foi a visita dos alunos à redação da revista Capricho. +

“Que som é esse?”
Conheça o projeto que contou com a participação da família em sala de aula no Maternal I. +

Departamento Cultural

Brincadeira é coisa muito séria

"Menino, pára de brincar e vai fazer alguma coisa útil...
Mas, é isso que ele está fazendo, mamãe."

Ao montar este complicado brinquedo, ele realizou experiências físicas, arquitetônicas, espaciais, realizou testes matemáticos e utilizou algumas linguagens.

O ato de brincar é a forma que a criança encontra de avançar pelos diversos códigos que vivencia cotidianamente no lar, na escola e na sociedade.

Suas múltiplas inteligências avançam na medida que reelabora a realidade a seu modo, fazendo experiências, cometendo erros e acertos, avançando e recuando.

As brincadeiras são alguns dos alimentos de seu cérebro.

Nas brincadeiras, seja só ou na companhia dos amigos, a criança estimula uma série de modalidades de sua inteligência, algo que nem sempre acontece no convívio com seus pais ou nas atividades escolares.

No aprendizado tradicional, o direcionamento tende a ser em um só sentido, a aquisição do conhecimento. Nas brincadeiras espontâneas, a criança tenta diversos caminhos, ampliando seu repertório de recursos e tentando colocar em prática, num jogo simbólico, alguns de seus conhecimentos, onde quer que tenham sido adquiridos.

Os códigos passados à criança pela escola e pelos pais não são passíveis de muita experimentação por parte da criança, uma vez que já vêm elaborados e finalizados. Nas brincadeiras, a usa suas fantasias e parte de hipóteses para chegar às suas próprias conclusões.

Nas brincadeiras, a criança utiliza uma metáfora da vida: monta para que caia, ou não; quebra regras de jogos para ser excluído, ou não; quebra brinquedos na tentativa de desmontá-los, ou não.
Em seus brinquedos, a criança cria seu próprio mundo, para certificar-se de como as coisas são. Ou deveriam ser. "Agora eu era o rei..."

Nestas horas, procura experimentar todas as possibilidades a seu alcance. Daí levar muitos adultos à exasperação, pois eles não conseguem entrar na fantasia. Nem responder a tantos porquês.As brincadeiras somam-se a outras atividades das crianças para que elas ingressem no mundo, no qual vão interagir, em escala real, com coisas e pessoas.

Melhor que experimentem agora.

Há também as crianças que não brincam, que ficam na frente da TV ou dos jogos eletrônicos. Para uma criança saber jogá-los, são muitas as habilidades necessárias, mas há também muitas limitações. Essas crianças não fazem as brincadeiras que desenvolvem aspectos físicos, como correr, saltar, explorar os espaços, além de não se relacionar com outras crianças e de não entrar em contato com as fantasias próprias da idade.

Brincadeiras fazem a criança entrar em contato com seus conflitos e buscar soluções, exercitar habilidades para seu desenvolvimento, testar conhecimentos adquiridos na solução de problemas cotidianos, sentir emoções que a preparam para o enfrentamento da vida na construção de uma auto estima que pode auxiliá-la a traçar seus rumos futuros.

A infância não volta... Vá brincar, menino!


Maria Cristina Hoffmann
Diretora Pedagógica Educacional da Educação Infantil
Artigo publicado na revista Brincando em Família nº 03

©2008 Escola Lourenço Castanho