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Bandas de Escola 21/06/2010
Uma das Oficinas oferecidas como atividade de complementação curricular pela Lourenço Castanho é a de Música. Com vagas limitadas, ela acontece às sextas-feiras, das 14h00 às 15h40, e é coordenada pelos professores Cássia Maria e Fernando Nogueira. A atividade promove a integração dos alunos e a oportunidade de vivenciar experiências musicais.
A Oficina começa com todos os alunos em sala para planejarem quem vai para o estúdio primeiro. No estúdio, o grupo escolhido afina seus instrumentos, faz testes, tira algumas dúvidas e toca uma ou mais músicas que estejam no repertório selecionado pelos próprios integrantes do grupo. Enquanto isso, os outros alunos ensaiam aguardando a chegada da sua vez. Na primeira sexta-feira do mês de maio (07/05), acompanhamos a Oficina e conversamos com alguns alunos que participaram.
Todos eles têm algum pré-conhecimento em música, seja tocar algum instrumento ou cantar. Vitória Facury, do 8º ano, conta que toda a sua família tem alguma ligação com a música e com ela não foi diferente: “Sempre tive contato com música, mas na Oficina conheci e aprendi a gostar de vários outros gêneros musicais”. Felipe Freitas, também do 8º ano, já tocava guitarra há 2 anos e sempre quis ter uma banda: “Agora toco com meus amigos e posso me aprofundar mais na música”, diz o aluno, emendando que talvez ele e os amigos abrissem um show para a banda Replace.
A ideia da Oficina surgiu com o professor Fernando, que leciona Ciências mas também tem a música pulsando em seus veias. Ele procurou a professora de Música, Cássia, para tentarem fazer um projeto que levasse os alunos a terem mais contato com o universo musical. A Oficina nasceu dessa conversa. Além da experiência com música, a professora Cássia conta que os alunos aprendem a se organizar melhor, ter mais responsabilidade e trabalhar com as diferenças: “São eles quem formam os grupos, eles montam a banda por afinidade, organizam o que cada um vai fazer, seja tocar ou cantar, escolhem o repertório em consenso, conversam sobre como farão para ensaiar, enfim, todos eles tem a responsabilidade de cumprir os combinados estabelecidos”.
Os alunos Enrico Barletta, 8º ano, Valentina Facury, 7º ano, João Gabriel Orem e Carolina Nobrega, 6º ano, escolheram para o seu repertório a música “É só isso” da Vanessa da Mata. Enrico comenta que a maioria das músicas que as bandas levam são músicas em inglês, então a professora sugeriu que tocassem uma música em português, eles aderiram ao pedido e gostaram do resultado. Felipe Freitas, 8º ano, Eduardo de Castro e André Nejme, 9º ano, continuaram apostando na música em inglês: “Sultans of Swing” do Dire Straits foi a escolha deles. André Toyama e Suzana Luz, do 8º ano, contam que gostam de ficar a tarde na escola para tocar com os amigos. Os dois se juntaram a Felipe Moszkat e Bruno Bastos também do 8º ano, para tocar “We are the World', canção composta por Michael Jackson e Lionel Richie, gravada em 1985 pelos maiores cantores da época com o objetivo de arrecadar fundos para o combate da fome na África e que recentemente foi regravada por cantores contemporâneos para ajudar o Haiti depois do terremoto que devastou a capital do país, Porto Príncipe. Bruno e Felipe Moszkat também tocaram “Supersonic” do Oasis, junto com Thiago Abdala e Francisco Freitas, do 8º ano. Francisco, o baixista da banda, conta que já tocava com os amigos: “Eu sempre gostei de música e agora estou aprofundando meus conhecimentos”. Victor Nery e Rodrigo Atallah, do 6º ano, são fãs de rock & roll e mandaram “Dirty Deeds Done Dirt Cheap” do AC/DC. Victor nos vocais lembrava o próprio vocalista do grupo australiano, Brian Johnson, com a voz rasgada e o tom distorcido propositalmente. Os dois últimos grupos a irem ao estúdio, optaram por músicas de bandas brasileiras. Maria Carolina Mattos, Victor Gozalez, Antonio Caleiro, 9º ano e Lucas Gozalez, 6º ano, acertaram ao escolher “Meu Erro” dos Paralamas do Sucesso. O grupo composto pelos alunos Antonio, Eduardo e André, que já haviam tocado com outras bandas, encerrou a música “Casa de Rock”, do Casa das Máquinas.
Na Oficina, os alunos também treinam para os eventos da escola, como o Sarau e a Festa Junina. Acreditando no potencial dos alunos e na oportunidade de trabalhar a questão da musicalidade incentivando a organização, responsabilidade e crescimento social de cada um deles, a Lourenço Castanho investiu nos equipamentos de som, instrumentos musicais e no estúdio para proporcionar aos alunos um ambiente semi-profissional, mostrando que música é sim, um assunto sério – e divertido.
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